Hoje o jornal Washington Post publicou uma boa matéria sobre o sistema de votação eletrônica brasileiro, que traz novas informações para o meu último post sobre este assunto. A matéria apareceu até no Slashdot. Para minha surpresa, o caderno de Informática do Globo estava meio certo: as máquinas brasileiras são realmente frabricadas pela Diebold Inc., através de sua subsidiária brasileira Diebold Procom. Apenas não se trata do mesmo modelo analisado pelos pesquisadores de Princeton.
O modelo brasileiro foi projetado inicialmente pela Unisys e Itautec, até onde lembro, e o projeto pertence à União. Creio que a Diebold apenas produza as máquinas atualmente. A matéria esclarece também o sistema operacional utilizado nas urnas eletônicas, que é o Windows CE (argh!), mas não detalha quem exatamente produziu o software de votação - isto ainda não consegui descobrir. Além disso traz detalhes também sobre o processo eleitoral fora das máquinas, isto é, as auditorias, meios de transmissão, verificacões de integridade, etc..
Algo que me intriga é porque até hoje não se permite acoplar impressoras às urnas eletrônicas. Esta seria a melhor maneira de comprovar uma eleição idônea (além de tudo o mais que já é feito atualmente). Acopla-se uma pequena impressora matricial (ou qualquer outro tipo parrudo) à cada urna e ao final de cada voto, a urna imprime o comprovante para verificação do eleitor, e em seguida é depositada numa urna selada. Não resolve todos os problemas de segurança, mas já permite uma possibilidade de verificação dos votos em caso de suspeita de fraude.
Veja bem, eu falo tanto sobre este assunto não porque eu tenha alguma suspeita de que esta ou alguma outra eleição tenha sido fraudada. O problema é que no modelo atual, não há como dizer com certeza absoluta que elas não foram fraudadas. Aí está o problema.
UPDATE: o Wnews da Uol cita a matéria do Washington Post também, dizendo que o TSE já está estudando a substituição do Windows CE das máquinas por uma solução baseada em Linux. Já é um começo…









