Em primeiro lugar, perdoem-me pela expressão chula do título do post. Eu na verdade nunca entendi direito essa expressão, ou o que ela quer dizer exatamente. Mas soa muito bem, não é mesmo?
Pois bem, nossa cara Marisa Monte resolveu sair do ostracismo e nos perturbar outra vez com suas músicas. Pelo menos dessa vez ela não trouxe Carlinhos Brown à tiracolo, podemos agradecer por isso. No entanto, trouxe algo tão intragável quanto: Digital Rights Management, a famosa DRM.
Os novos CDs da Marisete (tinham que ser 2 porra?) têm uma proteção (furreca, é verdade) que impede (ou pelo menos tenta) que você, que já pagou 30 e tantos reais na porra do CD copie as músicas para escutar no seu iPod, ou qualquer outro player MP3. Segundo um alto-babaca da EMI (gravadora dela), se você quiser ouvir as músicas no seu MP3 Player, que compre de novo de um desses sites / serviços de venda de música por download, tipo iTunes. É muito esculhacho, né não?
E pensar que os carinhas da EMI aprenderiam alguma coisa do escândalo todo da Sony e seus rootkits nos CDs da BMG, mas nada. Ao botar o cd da Marisete no seu Windows, a parada mostra uma licença de uso muito mal escrita e difĩcil de ler e já instala o software da EMI, sem te perguntar nada. Se fosse eu, processava.
Pelo menos no CD tem um aviso de que o mesmo não toca em Linux nem em MacOS. Mas duvido que isso seja verdade. No máximo eles botaram este aviso porque em sistemas operacionais decentes o rootkit deles não funcionará, obviamente.
Enfim, como disse o Augusto Campos, no final, o que vale é não ouvir e muito menos comprar estas porcarias.









