Continuando com os filmes do festival… Sexta-feira passada fomos assistir O Bigode, um filme francês de um escritor que estreava como diretor, apesar de já ter vários livros transformados em filmes (diz ele, eu nunca vi). A premissa era boa: homem raspa bigode que é sua marca registrada durante anos, mas começa a ficar boladão quando ninguém repara na mudança.
Realmente o filme é bom, nem parece um filme francês (tirando as cenas de passeio de barca em Hong Kong, que ainda não entendi). A história é muito doida, não dá pra saber exatamente o que acontece na tela, mas é legal. O final porém tem um clima de anti-clímax, ficou o dito pelo não dito, por assim dizer. Nota 2,5 (lembrem-se da escala).
O detalhe interessante foram as “celebridades”. Antes do filme começar veio a diretora do festival falar abobrinhas lá na frente, depois veio o embaixador da França no Brasil ler 3 páginas (!) de abobrinhas sobre o papel dos filmes franceses no Brasil (ou o papel dos filmes brasileiros na França, sei lá, não dava pra entender o português macarrônico do cara). Finalmente veio o diretor do filme, feliz da vida com suas “férias” no Rio bancadas pela Petrobrás e pelo César Maia. Felizmente ele estava muito chapado pra ficar falando e o filme enfim começou.
No sábado então foi a vez de assisitir Manderlay, a sequência de Dogville, de Lars von Trier. O filme se passa logo após o anterior, assim que a Grace sai de Dogville com o pai. Eles chegam então à uma fazenda (a tal Manderlay) onde rola escravidão dos negros da fazenda (mesmo 70 anos após a abolição lá nos Isteites). A Grace então resolve usar os capangas do pai para acabar com a bagunça lá e libertar os escravos, e acaba ficando na fazenda enquanto o pai vai embora. A partir daí rola toda a história…
Em resumo, fraquinho. Não se compara a Dogville. Os personagem são muito menos desenvolvidos, a história é mais simples (o filme é até menor). O filme também segue a estética tipo “teatro” do anterior, mas agora já perdeu o fator “novidade”. E a mulherzinha que faz a Grace coitada, não chega na cintura da Nicole Kidman (aos pés ela até chega). Enquanto Dogville era mais sobre o espírito humano, este sim é mais sobre os EUA do que qualquer coisa. Nota 4.
Esta seção também contou com “celebridades”. Trouxeram o Danny Glover para uma boca livre no Rio, e ele trouxe junto o Milton Gonçalves e mais uma mulher que não sei o nome (aliás, o Milton Gonçalves é o cicerone oficial de todo ator americano negro no Rio, impressionante, esse vai na aba com maestria). A seção começou mais de meia hora atrasada porque o puto do Danny Glover não tinha chegado, e quando chegou o cara ainda me vem vestido de pai de santo, com uma cara de quem já tinha entornado 20 caipirinhas. Pelo menos falou pouco, e o embaixador da Dinamarca não apareceu para perturbar também.









